I Love U

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Amor (não) correspondido

Era mais uma tarde como outra qualquer, e no meio dos raios de sol que preenchiam o parque senti as ondas de amor que ele emanava, sinceras e puras. Nunca antes tinha sentido aquele tipo de vibrações. O cenário perfeito, tal como num sonho que nunca pensei que fosse acabar, achei tudo demasiado irreal. Senti o seu coração bater em sintonia com o meu, naquele momento batiam como um só. Senti os seus passos lentos e calculados, demonstrando que tudo tinha sido planeado. Havia uma razão para estarmos naquele sítio, aquela hora. E por apenas um milionésimo de segundo, a ideia mais disparatada passou-me pelo pensamento, ele estava lá por mim e para mim, depois de meses de negação e luta constante, finalmente ela tinha percebido que o que sentia por mim não era só mais uma amizade, mas algo mais. Senti os meus olhos arregalarem-se, encherem-se de lágrimas com a mais pura das felicidades e um sorriso do tamanho do mundo invadiu a minha expressão. Achei que o meu coração fosse saltar do peito, deixara de estar em sintonia com o dele, batendo cada vez com mais força. Ele estava cada vez mais perto, o som dos seus passos era como uma espécie de sinos que percorriam a minha mente e por instantes senti-me a pessoa mais feliz do mundo, ele estava ali e tudo ia ser perfeito, dali pra frente, dedicaria toda a minha alma aquela pessoa, viveria apenas para amá-la e isso bastava-me, precisa mais dela do que comer, beber ou mesmo até respirar.



Foi então que a velocidade com que a realidade voltou me fez cair no chão. O seu amor era verdadeiro. Ele encontrava-se a pouco mais de 1 metro de mim. Nem sequer reparou que estava lá, era tão insignificante como uma árvore ou um poste. Uma tristeza invadiu cada célula do meu corpo, o sangue parou de circular, os neurónios pararam de funcionar, não sentia o ar entrar ou sair dos pulmões, paralisei completamente com aquele momento. E então senti a pulsação de outra pessoa, como poderia ter sido tão cega? Não estávamos sozinhos, ela estava lá, a caminhar cada vez com mais rapidez, e no seu rosto predominavam as mesmas sensações que antes eu havia sentido mas ao contrário de mim eram correspondidas. E naquele quadro de verdadeiro amor eu simplesmente não me encaixava.

Fui embora pra nunca mais voltar, estava disposta a não me magoar mais por causa de um amor impossível que nunca iria ser correspondido.

1 comentário:

  1. Oh Mariazinha essas tuas palavras são tãoo Lindas posha :)
    Parece que tas a dar vida as palavras :)
    Escreves mesmo bem meu anjo :)

    AMO-TE, sabes bem :)

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